Não há nada melhor para representar a manifestação livre de pensamentos que a arte urbana. Para alguns não passa de mero “vandalismo”. Mas é incontestável a relevância desse tipo de trabalho para o enriquecimento da cultura popular no mundo inteiro. Principalmente no Brasil.

A arte de rua proporciona ao artista infinitas possibilidades de manifestações de suas ideias e visão de mundo. Não são apenas rabiscos sem sentidos. A arte livre atua na sociedade como intervenções capazes de formar opiniões e delinear situações em formas de desenhos.

A princípio, um movimento underground, a street art foi gradativamente se constituindo como forma do fazer artístico, abrangendo várias modalidades de grafismos — algumas vezes muito ricos em detalhes, que vão do Graffiti ao Estêncil, passando por stickers, cartazes lambe-lambe (também chamados poster-bombs), intervenções, instalações, flash mob, entre outras. São formas de pessoas sozinhas, expressarem os seus sentimentos através de desenhos.
A expressão Arte Urbana surge inicialmente associada aos pré-urbanistas culturalistas como John Ruskin ou William Morris e posteriormente ao urbanismo culturalista de Camillo Sitte e Ebenezer Howard (designação “culturalista” tem o cunho de Françoise Choay). O termo era usado (em sentido lato) para identificar o “refinamento” de determinados traços executados pelos urbanistas ao “desenharem” a cidade.

Da necessidade de flexibilidade no desenhar da cidade surgiu a figura dos planos­­ de gestão. Este facto fez cair em desuso o termo Arte Urbana, ficando a relação entre Arte e cidade confinada durante anos à expressão Arte Pública. [Wikipédia]

Resolvi falar sobre esse tipo de arte porque a admiro e identifico nela um avanço necessário na sociedade que durante muitos anos se encontrava “sufocada” num cenário controlado pela ditadura, que ainda perdura nos dias atuais de uma forma talvez oculta “aos nossos olhos” e que os meios de comunicação “politicamente” — sem generalizar — contribuem para que isso ocorra.